domingo, 25 de janeiro de 2009

Feliz Aniversário, envelheço na cidade


Parabéns! É um orgulho participar de sua história. São Paulo, 455 anos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Sebo não é depósito de papel velho

Por Isabella Mendonça

Em Portugal a palavra alfarrábio ainda é usada para designar um livro velho e também uma livraria de livros antigos, e o alfarrabista é aquele que os comercializa. No Brasil, a livraria que comercializa livros usados é conhecida como sebo. Desconhecemos a época em que essa palavra passou a ser adotada em nosso país, mas certamente deriva da idéia de que um livro usado é ensebado pelo próprio manuseio constante. E o livreiro de livros usados, ainda de acordo com o Aurélio é sebista. Além dessa indagação, com freqüência sou surpreendida com exclamações de surpresa, de pessoas que desconhecem completamente essa atividade. Há aquelas outras ainda, que apesar de a conhecerem, não adquirem livros usados pois acreditem, pasmem, que o livro velho pode ser transmissor de doenças, entre outras coisas.

É claro que, numa sociedade de consumo como a nossa, onde a idéia de sucesso pessoal está ligada ao poder aquisitivo da novidade, do último modelo de carro à roupa da moda, a idéia do livro velho soa, para muitos, como uma extravagância. Felizmente, não é assim que a confraria de iniciados pensa. Os chamados ratos de sebo, que vasculham as prateleiras com a volúpia de quem garimpa tesouros, aquela edição procurada há anos, ou simplesmente à busca do prazer da surpresa, às vezes contido simplesmente no manuseio do livro, no apreciar sua arte gráfica ou no percorrer os olhos pelas ilustrações, como verdadeiro objeto de arte, de conhecimento e de paixão. Para esses, nada é comparável à surpresa, à alegria do "achado". Um volume que, certamente já passou pelas mãos de tantos, sem que lhe tivessem notado o valor, que pode ir desde o simples gosto pessoal por determinado assunto, uma peça da coleção que cada um estabelece para si, uma primeira edição de poucos e raros exemplares no mercado, uma encadernação artística, enfim, um exemplar que represente para o seu "descobridor" algo especial ou apenas necessário a um trabalho de pesquisa.

Para se ter uma idéia do perfil desse devorador de alfarrábios, ele tem em média mais de 30 anos, quase sempre possui instrução de nível superior, possui uma cultura geral bastante boa, e adora trocar informações e contar histórias, como todo bom pescador.

Com o elevado preço dos livros, outro consumidor descobriu a vantagem do livro usado: o estudante (ou os pais do estudante) que, antes de o procurarem nas livrarias convencionais, fazem uma pesquisa no sebo à busca de um exemplar que, na maioria dos casos, custa menos de 50% do novo. Como cada vez se lê menos, e o nosso é um país de pessoas com menos de 30 anos, este novo consumidor é o que realmente mantém os sebos em atividade. Além desses consumidores, há outro tipo de pessoa que procura o sebo após uma limpeza na casa e um desejo urgente de se livrar do lixo acumulado durante anos. O que é pior, na maioria das vezes é lixo mesmo, que vai de cadernos escolares dos filhos que já casaram a livros de primeiro grau já totalmente rabiscados, rasgados, cheirando a mofo pelo longo tempo armazenado em úmidos porões. Essas pessoas confundem sebo com depósito de papel velho e ficam muito indignadas quando o livreiro se nega a receber o produto da faxina, mesmo de graça. Não entenderam o valor e o verdadeiro papel de uma livraria de livros usados, preservadora da memória do município, do estado, do país, do planeta, guardiões de tesouros do saber, que fazem circular obras às vezes editadas apenas uma vez e, não fossem esses caminhos mágicos do percurso do livro, seriam transformados em tiras para reciclagem. Um sebo não é depósito de papel velho e muito menos um mero comércio, um sebo é um repositório da memória. "LIVRO NOVO É AQUELE QUE VOCÊ NÃO LEU. EXPERIMENTE."

Compacto extraído de diálogo com autor do blog http://blog.alpharrabio.com.br

domingo, 18 de janeiro de 2009

O MST DE ONTEM E DE HOJE


Por THIAGO ERMANO

Desde o nascimento, a história do MST (Movimento dos Sem Terras) é marcada por lutas armadas, greves de fome e discussões - muitas vezes sem resultado - com representantes do governo.

Na década de 1980 o êxodo rural, a internacionalização do Brasil e o abandono dos trabalhadores do campo fizeram do MST ganhar força e ser visto de perto por muitos como radicais e indesejáveis por governos de direita, entidades de classes intelectuais e outros grupos, que mantinham o País nas mãos.

O movimento nasceu pelo cansaço e revolta de subexistir às margens do Brasil em evolução. Eram trabalhadores do campo que plantavam de tudo para o que viviam nas cidades. Chegava a hora de reagir e exigir o que a terra poderia lhes dar, além de comida: um título, um lugar próprio e que ninguém pudesse tirá-los do lugar onde sempre trabalhariam em prol do sustento.

A religião também ajudou nesse movimento social. Com a expulsão de muitas famílias em engenhos, a fome, o desânimo e a fé foram pontos marcantes para a busca de condições melhores para os pequenos agricultores campesinos.

Cinco anos depois, as condições sub-humanas em que viviam as famílias rurais - e que migravam cada vez mais para zonas urbanizadas, em busca de terras para tomarem posses - já eram discutidas no 1º Congresso Nacional dos Sem Terra.

O movimento conta hoje com cerca de 400 associações de produção, comercialização e serviços. São 49 Cooperativas de Produção Agropecuária, com 2299famílias associadas. O movimento mantém 32 Cooperativas de Prestação de Serviços com 11174 sócios diretos - duas Cooperativas Regionais de Comercialização e três Cooperativas de Crédito com 6521 associados.

UMA MANCHA NA HISTÓRIA DO BRASIL: O MASSACRE DE CARAJÁS

No dia 17 de abril de 1996, o 19 sem-terra foram executados pela Polícia Militar do Pará, após um confronto com 1500 ocupantes que estavam acampados na região. A ação campesina não era violenta, apenas marchava em protesto contra a demora da desapropriação de terras na região que nada mais produziam. A ordem para a ação policial partiu do Secretário de Segurança do Pará, Paulo Sette Câmara para que eles fossem retirados à força, desobstruindo a rodovia PA-150, que liga a capital Belém ao sul do estado.

Paulo Sette Câmara declarou depois do ocorrido que autorizara "usar a força necessária, inclusive atirar". De acordo com os sem-terra ouvidos pela imprensa na época, os policiais chegaram ao local jogando bombas de gás lacrimogêneo. Os sem-terra revidaram com foices, facões, paus e pedras. A luta estava armada...

Acuada pelo revide inesperado, a polícia recuou atirando. Além das 19 pessoas que morreram na hora, outras sessenta e sete ficaram feridas. Anos depois, outras duas morreram, vítimas das sequelas deixadas pelo confronto sangrento.

Segundo o legista Nélson Massini, que fez a perícia dos corpos, pelo menos 10 sem-terra foram executados. Sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões.

O ministro da Agricultura da época, Andrade Vieira, encarregado pela reforma agrária, pediu demissão na mesma noite. O caso ganhou repercussão internacional, o que fortaleceu o ideal do movimento.

Ainda hoje a violência no campo tem ganhado destaque nas estatísticas da luta pela terra em todo o País. Só no ano passado, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, houve 1690 casos de crises no campo, envolvendo mais de um milhão de pessoas e resultando na morte de 73 agricultores. Os índices alcançados no primeiro ano do Governo Lula são os mais altos desde 1985.

VITÓRIAS E FRUSTRAÇÕES: 25 ANOS DE MST

O movimento de esquerda, que tem como objetivo a luta em defesa dos direitos camponeses chega aos 25 anos bem diferente de seu começo desbravatório. Mais politizado e, de certo, mais polido, perdeu espaço nas lutas sociais do País a partir de 2002, com a chegada de um dos principais militantes de esquerda do Brasil à presidência da república: Lula. Com os auxílios "sociais" concedidos pelo Governo Federal (como o Bolsa Família), a diminuição de acampamentos caiu drasticamente (quase 90% dos que buscavam um espaço já estão assentados) perdeu-se a razão de lutas mais agressivas em busca dos objetivos.

Uma pesquisa do Data Folha, de 1996, mostrou que para centenas de membros do MST, a razão para a entrada no movimento era atribuída a questões econômicas, ou seja, condições de pagar o que se come e onde se mora. Não que esse número signifique a Reforma Agrária brasileira. Segundo dados fornecidos pelo Governo Federal, entre 2003e 2007, 68,5% dos sem-terra foram assentados na Amazônia Legal. Bem longe das bases tradicionais das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

A bandeira vermelha petista virou oposição para o MST. Segundo o professor da UNESP, Bernarndo Fernandes, "o papel atual do movimento é seguir lutando para o desenvolvimento a partir dos paradigmas que defendem o campo como lugar de vida, onde as pessoas possam produzir produtos saudáveis, recuperando ambientes degradados pela produção monocultura de grande escala".

Já vai tarde!

Ficarão impunes?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Eu posso passar? Aliás, é o meu direito passar!

Três semanas de genocídio estão sendo completadas em Gaza. Em seu 21º dia de invasão, Israel já tirou a vida de 1.100 palestinos e feriu mais de 4000. A população de 1,5 milhão de habitantes sofre com o massacre que estende-se a conflitos bem maiores.

A cada passo dado, Ehud Olmert, premiê de Israel regozija-se pelos feitos do seu exército sionista. Tempos atrás, a guerra de Olmert era contra a sua própria imagem. Desgastado por índicios de corrupção, o premiê conta hoje com o apoio de todos os soldados israelenses. Se um militante do Hamas for assassinado diáriamente, isso significa o apoio de um cidadão hebreu por dia.

Ex-Mossad, a ministra do Exterior, Tzipi Livni argumenta que o principal alvo de Israel é o Hamas. Por que então, um regime democrático como é o caso do país da ministra, não usa de diplomacia e negocia com o grupo considerado terrorista, já que o mesmo grupo foi eleito democraticamente pela população palestina? Said Siam, ministro do interior, foi assassinado por bombardeios aéreos israelenses ontem enquanto permanecia em seu escritório. Serão atos como esse um desrespeito a democracia civilizada?

Para onde irá a população desamparada que vive em Gaza? Enquanto egípcios e americanos descorrem sobre como alcançar uma trégua, os cidadãos palestinos fogem de problemas muito piores que capsulas de armas modernas, a fome. Em cenário de destruição, fica difícil enchergar um horizonte de esperanças, pois o grande muro construído por Israel atrapalha a vista.

Sem escolas, comida, água, remédios e vestimenta, alguém ainda acredita que o calado Obama irá apaziguar o panorama catastrófico no Oriente Médio? Apenas lembrando que 80% da economia estadunidense é controlada por judeus.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Será medo?


A ofensiva já atinge o seu 19º dia consecutivo. Pedras, destruição e corpos. Atualmente a paisagem em Gaza não é a das melhores, nem crianças são poupadas pelos nazi-semitas. Mais de 900 palestinos, a maioria civis foram mortos pelo poderio militar israelense. Qual será o limite?

Hizbollah ou Resistência Árabe Islâmica. Por que Israel tem tanto medo de abrir outra frente de batalha?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Teorias primatas e revolução externa aos meios de comunicação - Parte I


Muito me entristece a obrigação moral de escrever esta declaração, pois jamais imaginaria, nem em meus mais profundos pesadelos, a cruel e medonha situação atual do jornalismo e cultura brasileiros. Brasileiro, somente, por ser exercido por nativos, os quais são escolados, baseados e residentes em outras nações.

Me encara de frente! É que você nunca quis ver, não vai querer entender meu lado, meu jeito. O que eu herdei de minha gente nunca posso perder. Me larga!”

As revoluções podem até serem alusões de acontecimentos estrangeiros, no entanto, a necessidade da participação do conflito interno é primordial. Independendo da área ou idade, isto é um fato, portanto não me venham chamar de revolucionária uma pré-adolescente, anti-escola que canta em inglês.
A revolução começa aqui! Na sua língua, no seu dialeto, na sua origem! De nada adianta pregar tropicalismo sobre as frases da Madonna.

Tendo dito isso, prossigamos para os próximos da escala. Os grandes tubarões do jornalismo. A elite, os consagrados que opinam sobre a guerra de terceiros sem as devidas atualizações, bem como a famosa lenta da imparcialidade, a grande lenda do jornalismo.


Homem primata. Capitalismo selvagem.”

Aos senhores jornalistas/ colunistas da Folha de S. Paulo,
Um pouco de respeito, se não pela profissão exercida, pelo dinheiro pago pela população na compra do jornal.

Aparentemente a teoria da evolução... é só teoria.
MAS já que a revolução começa aqui, comecemos entendendo nosso próprio hino.

Hino Nacional Brasileiro
Parte I

As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado [grito] retumbante [ressoante] de um povo heróico, e nesse instante, o sol da liberdade brilhou no céu da pátria em raios fulgidos [brilhantes].

Se conseguimos conquistar com braço forte o penhor [garantia] desta igualdade em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito desafia a própria morte.

Ó pátria amada, idolatrada. Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vivido de amor e de esperança desce à terra se a imagem do cruzeiro resplandece [brilha] em teu formoso céu risonho e límpido [nítido].

Gigante pela própria natureza, és belo, és forte impávido [destemido] colosso [pessoa agigantada, grande poderio], e o teu futuro espelha essa grandeza, terra adorada.

És tu, Brasil, entre outras mil, ò pátria amada.

Brasil, ó pátria amada, És mãe dos filhos deste solo gentil, ó pátria amada.

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo.

Fulguras [brilhas], ó Brasil, florão [jóia] da América, iluminado ao sol do Novo Mundo.

“Nossos bosques tem mais vida, nossa vida, no teu seio, mais amores”. E teus risonhos, lindos campos tem mais flores do que a terra mais garrida.

Ó pátria amada, idolatrada. Salve! Salve!

Brasil, que o lábaro [bandeira] que ostentas [adota] estrelado seja símbolo de amor eterno, e que o verde louro desta flâmula [bandeira] diga: “paz no futuro e glória no passado”.

Mas, se ergues a clava [bastão] forte da justiça, verás que o filho teu não foge a luta. E quem te adora, não teme a própria morte.

És tu, Brasil, entre outras mil, ò pátria amada.

Brasil, ó pátria amada, És mãe dos filhos deste solo gentil, ó pátria amada.