sexta-feira, 6 de março de 2009

Jornalistas e jornalistas

"O jornalista deve ser um combatente, não um expectador".
Por José Carlos Mariátegui

Glória, RJ, sede da rádio CBN, segundo semestre de 2008. A emissora das Organizações Globo convida todas as assessorias dos candidatos à Prefeitura do Rio para discutir as regras e a ordem das entrevistas e a cobertura. Oswaldo Maneschy, representando o PDT, questiona a opção da CBN de utilizar as pesquisas de opinião como critério para definir a ordem das entrevistas. Ele sabe que essas pesquisas já foram utilizadas para fraudar eleições, como ficou claro no escândalo do Pró-Consult.

Marisa Tavares, diretora de jornalismo, acaba aceitando sortear a ordem. Mas sobre o tempo de cobertura, ela sentencia: “Não vou perder tempo cobrindo partido pequeno”. Ao que Maneschy responde: “Nos últimos 20 anos elegemos três governadores no Rio de Janeiro. Isso é partido pequeno, Marisa?”. Ela não respondeu, mas quando o representante do PDT saiu da sala, Marisa comentou: “Maneschy abraçou uma causa... Ele parou nos anos 80”.

Conto essa história porque sinto uma onda reacionária de jornalistas que atualmente vendem sua força de trabalho às corporações de mídia contra aqueles profissionais que escolheram um caminho diferente. Isto fica bastante visível no menosprezo da diretora da CBN em relação ao Oswaldo Maneschy. Para se posicionarem desta forma, esses jornalistas acreditam piamente no mito da imparcialidade. Acham que basta ouvir os dois lados, mas aparentemente não percebem que a vida não é feita em preto e branco. Ou, mais além, parecem não saber que as empresas onde trabalham estão a serviço de um determinado projeto político.

Nesse sentido, pode-se dizer sem medo de errar que todo jornalista abraça uma causa, tanto os que escolhem militar num partido político, ONG ou movimento social, quanto aqueles que suam a blusinha para ingressar numa das poucas corporações de mídia. A diferença é o que cada um defende.

Num país capitalista, autoritário, machista, racista e brutalmente desigual como o Brasil, as corporações de mídia cumprem um papel fundamental para a manutenção do sistema. Enquanto equipamento de controle social, seu objetivo é reduzir a resistência diante de todas essas formas de opressão. Resistência que geralmente se manifesta através dos movimentos sociais, criminalizados pela mídia corporativa e defendidos pela outra imprensa.

Muitas vezes os jornalistas que abraçam a mídia grande não se dão conta deste processo. Como cada vez mais a pauta chega pronta – desde quem pode ser ouvido até o que o ouvido deve dizer, passando pelo fato não desprezível da criteriosa escolha de quem é o “outro lado” autorizado a ser ouvido – esses jornalistas se transformam em autômatos. Toda a formação acadêmica, sobretudo nas áreas de sociologia, filosofia e semiologia vai por água abaixo. Daí William Bonner ter dito que forma uma jornalista em seis meses (melhor teria sido falar em “adestramento”).

Diante desta alienação, voluntária ou não, o resultado é que passam a vida como meros expectadores, incapazes de refletir sobre sua própria profissão e sua missão social. O máximo que conseguem é levantar a voz contra os jornalistas que escolheram caminhos diferentes.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Palestina e o seu arsenal bélico


Militantes palestinos usam estilingues contra a polícia de fronteira israelense durante um protesto contra a construção de um muro de separação em Bilin, próximo a Ramallah.

Sim, eles são perigosos. Lagartixas e besouros cuidado, vocês correm risco de tomar uma "pedra" perdida.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um desafio para o futuro

Por Gabriel Puricelli e Lucia Alvarez (*)

Desde que soube da convocatória para este novo referendo, a imprensa internacional insistiu em dizer que estávamos frente a uma eleição entre democracia e autoritarismo. A fórmula é conhecida e falaciosa. Há reeleições indefinidas em sistemas com altíssima concentração de poder no primeiro ministro e férrea disciplina de partido como Canadá, Reino Unido ou Austrália. Também funciona em regimes verdadeiramente autoritários e repressivos, alguns dos quais aliados estratégicos dos EUA, como o Egito, e esses se mantêm no poder por anos, sem que isso leve a um questionamento de sua classe dirigente.

Uma recontagem dos dez anos do governo bolivariano dá, ao contrário, um indício de sua vocação democrática. Chávez lidou com os embates e resistências da direita mantendo-se sempre dentro dos marcos institucionais e sua única derrota eleitoral foi reconhecida imediatamente, apesar da ínfima diferença que existiu entre o Sim e o Não à proposta de reforma constitucional, que significou um enorme reforço a sua legitimidade em nível nacional e internacional. Em troca, a oposição optou, até a reeleição presidencial de dezembro de 2006 apenas pelo caminho da violência e do enfrentamento. O golpe de estado de 2002, o "paro" petroleiro que deixou o país desabastecido por três meses e a abstenção na eleição parlamentar em 2005 são apenas alguns exemplos.

É certo, contudo, que hoje as condições já não são essas. A situação na Venezuela é muito diferente da da Bolívia e do Equador, países onde também estão sendo impulsionadas refundações políticas mediante reformas constitucionais. Chávez já não lida com a falta de base parlamentar própria, como Rafael Correa, ou com o desafio de uma direita golpista e secessionista, como Evo Morales. Nada o condiciona suficientemente senão para destinar energias em outro sentido que não seja o processo de mudança. A ênfase em manter Chávez para continuar a epopéia transformadora se trata talvez de uma subestimação do próprio processo.

O problema parece ser, então, que este novo intento de impulsionar a reeleição indefinida não faz mais do que reforçar um modelo de planificação estatal contrário ao que a revolução bolivariana determina em suas premissas. Em vez de buscar e armar possíveis candidatos que permitam alternativa, aposta-se numa crescente centralização. Em vez de outorgar ferramentas para o bom funcionamento dos conselhos comunais, as mesas técnicas de água e todas aquelas “instituições” da democratização que hoje têm problemas por conta das travas da burocracia ineficiente – e muitas vezes corrupta -, robustece os mecanismos de um Estado que não se alterou tanto e que permanece contudo um pouco imune ao processo de mudança.

O resultado desta eleição abre por isso uma pergunta e um desafio para o futuro da Venezuela, num contexto de crise internacional aguda e de baixa substantiva do preço de sua principal receita, o petróleo. Esta conjuntura hoje pode alimentar a dependência do Partido Socialista Unido da Venezuela de Chávez, com o risco de desgaste frente a um eleitorado que já mostrou em 2007 não ser incondicional. Ou pode, ao contrário, fortalecer o laço com as bases sociais que a sustentam, acentuando-se assim o processo de democratização e de redistribuição social, e tornando as mudanças que o país vive hoje menos reversíveis.

(*) Membros do Programa de Política Internacional e do Laboratório de Políticas Públicas

domingo, 8 de fevereiro de 2009

XENOFOBIA MUNDIAL... E NADA ACONTECE


Por Thiago Ermano
O termo XENOFOBIA já é velho conhecido de todos. Há décadas é comumente associá-lo a aversão a outras raças e culturas. Atualmente é crescente a onda que afeta o mundo. Com a crise econômica mundial a coisa vêm ganhando proporções preocupantes e contraditórias. E nada acontece.

Barack Hussein Obama foi eleito pelo mundo como o primeiro negro a "administrar" a maior potência econômica mundial, mas os maericanos não toleram imigrantes que trabalham em seus países. É nesse momento de crise que mostra a verdadeira face do capitalismo.
O mundo acompanhou com consternação os protestos de trabalhadores ingleses contra os "concorrentes" portugueses e italianos que trabalhavam na Grã-Bretanha. Se essa atitude salva o emprego de alguém, não há certeza nisso.
Segundo o representante e relator da ONU para os Direitos Humanos dos Migrantes, Jorge Bustamante, a insegurança econômica provocará um aumento da xenofobia e do sentimento antimigratório. "A síndrome nos países de alta imigração é que os migrantes são o bode expiatório da crise, e por isso aumenta a animosidade contra eles", defendeu.

Ele ressaltou que o "ódio em relação ao estrangeiro" é algo que já ocorreu em muitos países com conseqüências violentas, como na Alemanha, na França e na Espanha. Esse tipo de xenofobia não acontece por geração espontânea, mas tem motivações sociais.

LATINOS SOFREM MAIS

Ações políticas, como o pacto sobre a imigração aprovado pelo Parlamento Europeu, sugerem a idéia de xenofobia e racismo. Em apenas seis meses, imigrantes que tentavam entrar no continente, foram barrados (sem motivos delcarados e aparentes, na sua maioria.

A Itália, de Silvio Berlusconi, chegou a delcarar estado de emergência por causa dos clandestinos que vivem no País. Para o governo italiano, o aumento da delinguência é culpa dos imigrantes. Alguns negros foram mortos covardemente! E de novo, nada acontece.

Talvez o medo e aversão sentida por europeus e americanos do Norte nada mais seja do que a insegurança doentia que é carregada dentro da cada um, no decorrer da história brutal da humanidade, sofrida há séculos -- os latinos forem mais.

Na Espanha, são os latinos (novamente) os barrados na alfândega. Nós, brasileiros, somos vistos como nada! O governo brasileiro cria mecanismos de retaliação muito abaixo dos que os espanhóis usam. E novamente, nada acontece.

ORIENTE MÉDIO

Não é apenas na Europa e Estados Unidos que a aversão a estrangeiros está presente. A ONG brasileira de direitos humanos Safernet denúncia: a xenofobia no site de relacionamentos Orkut cresceu mais de 150% no segundo semestre de 2008, na comparação com os seis primeiros meses do ano. Nos seis primeiros meses de 2008 foram recebidos pela entidade 706 denúncias de xenofobia, contra 1876 no último semestre do ano -- correspondente a um aumento de 165%...

E os povos do Oriente Médio sofrem esse ódio, sem sentido algum, na rede brasileira. O mais incrível é saber que esses números se devem ao aumento das tensões no Oriente Médio, culminado pela guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza.

E NADA ACONTECE...

Americanos comemoram um presidente negro; os europeus criar a exclusão do humanismo, barram latinos e africanos; brasileiros espalham e pregam na rede mundial o ódio na rede mundial...

Há os que tentam minimizar fatos como esses como "isolados", tentando esconder embaixo do tapete uma corrente contínua de força, à caminho da xenofobia como forma de protecionismo. O mundo está desamparado de si mesmo. Contradições que devem ser repensadas e rediscutidas -- com ricos e pobres. Todos estamos afundando, e pior, no mesmo barco.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O leopardismo imperial

Por Atilio Borón

Finalmente chegou o grande dia. Toda a imprensa mundial fala exclusivamente da nova era aberta pelo acesso de Barack Obama à Casa Branca. Isto confirma os prognósticos pessimistas acerca do papel retrógrado que os meios de comunicação do establishment cumprem ao aprofundar, com as ilusões e enganos da sua propaganda, a conversão à "sociedade do espectáculo", uma involução social onde o nível intelectual de grandes segmentos da população é rebaixado sistematicamente através da sua cuidadosa deseducação e desinformação. A rebaixante "Obamamania" é um magnífico exemplo disso.

Obama chegou à presidência dizendo que representava a mudança. Mas os indícios que surgem da conformação da sua equipa e das suas diversas declarações revelam que se há algo pelo que a sua administração primará é pela continuidade e não pelas mudanças. Haverá algumas, sem dúvida, mas serão marginais, em alguns casos cosméticas e nunca de fundo. O problema é que a sociedade norte-americana, especialmente no contexto da formidável crise económica com que se debate, precisa mudanças de fundo, e estas requerem algo mais que simpatia e eloquência no discurso. É preciso lutar contra adversários ricos e poderosos, mas nada indica que Obama esteja sequer remotamente disposto a considerar tal eventualidade. Vejamos alguns exemplos:

Mudança? Designando como chefe do seu Conselho de Assessores Económicos Lawrence Summers, antigo secretário do Tesouro de Bill Clinton e artífice da inaudita desregulamentação financeira dos anos noventa, provocadora da actual crise? Mudança? Ratificando como secretário da Defesa Robert Gates, designado por George W. Bush para conduzir a "guerra contra o terrorismo" por agora encenada no Iraque e Afeganistão? Mudança? Com personagens como o próprio Gates, ou Hillary Clinton, que apoiam sem restrições a reactivação da quarta frota destinada a dissuadir os povos latino-americanos e caribenhos de antagonizar os interesses e os desejos do império? Na sua audição perante o Senado, Clinton disse que a nova administração Obama deveria ter uma "agenda positiva" para a região, para neutralizar "o medo espalhado por Chávez e Evo Morales". Seguramente referir-se-ia ao medo de superar o analfabetismo ou terminar com a ausência total de cuidados médicos, ou ao medo que geram as constantes consultas eleitorais de governos como o da Venezuela ou da Bolívia, muito mais democráticos que o dos Estados Unidos, onde ainda existe uma instituição tão opaca como o colégio eleitoral que permitiu, como ocorreu em 2000, que George W. Bush derrotasse nesse âmbito antidemocrático o candidato que havia obtido a maioria do voto popular, Al Gore? Poderá esta secretária do Estado representar alguma mudança?

Mudança? Quando o líder político ficou fechado num estrondoso mutismo perante o brutal genocídio perpetrado em Gaza?

Que autoridade moral tem para mudar algo quem actuou desse modo? Como se pode supor que representa a mudança uma pessoa que diz à cadeia televisiva Univisión que "Chavéz foi uma força que impediu o progresso da região, (…) que a Venezuela está a exportar actividades terroristas e a dar abrigo a entidades como as FARC"? Tal despropósito e semelhantes mentiras não podem alimentar a mais pequena esperança e são confirmadas pela nomeação como um dos principais conselheiros sobre a América Latina do advogado Greg Craig, antigo assessor da inefável Madeleine Albright, ex-secretária de Estado de Bill Clinton, a mesma que dissera que as sanções contra o Iraque após a primeira Guerra do Golfo (que custaram entre meios milhão e um milhão e meio de vidas, predominantemente de crianças) "tinham valido a pena". Craig, como advogado, representa ainda Gonzalo Sánchez de Lozada, cuja extradição para a Bolívia foi solicitada pelo governo de Evo Morales para ser julgado pela repressão selvagem das grandes insurreições populares de 2003 que deixaram um saldo de 65 mortos e centenas de feridos. As suas credenciais são, pelo que vemos, perfeitas para produzir a tão desejada mudança.

Na mesma entrevista, Obama manifestou-se disposto a "suavizar as restrições às viagens e às remessas para Cuba", mas esclareceu que não contempla pôr fim ao embargo decretado contra Cuba em 1962. Disse ainda que poderia dialogar com o presidente Raúl Castro sempre e quando "La Habana se mostrar disposta a desenvolver as liberdades pessoais na ilha". Enfim, a mesma cantilena reaccionária de sempre. Um caso de gatopardismo de estirpe pura: algo tem de mudar, neste caso a cor da pele, para que nada mude no império.

Artigo veículado no site resistir.info

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Reclama aí Malu!

Malu Xavier · Olinda (PE) · 20/12/2006 14:34

Irrita-me muito quando eu vejo alguém limpando a calçada com jatos d'água.
O cara aqui do prédio do lado faz isso. Toda semana pega a mangueira e começa a tirar folhas do telhado e do chão empurrando-as com a água que sai da mangueira.
Mas que desperdício, hein? Vai pegar uma vassoura, ô filho da puta.

Talvez porque eu seja meio que a defensorazinha da natureza, que já fica com a consciência pesada quando toma um banho mais demorado(caô) ou quando deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes ou quando gasta papel à toa.

Outro dia no ônibus uma mulher jogou um papel de bala pela janela e eu, sentada no banco ao lado dela, disse "Tem uma lixeira ali do lado, por que tu atirou o papel pela janela?", quando na verdade o que eu queria era ter dado um 'pedala-robinho' nela e saído correndo.
O pior é que, no fundo, esses detalhes não valem quase nada. Porque aí tu liga a TV e vê um navio derrubando 10 toneladas de petróleo numa baía, uma empresa despejando todo lixo num rio, um país não querendo assinar o tratado mundial da preservação do meio-ambiente.

Segue minha teoria: 95% das pessoas são burras e, das 5% que restam, 95% se esforçam pra também ser. E eu odeio pessoas burras.

* Essa é para complementar o texto acima:

"confesso que ele tem a razão, tanto que shows como Fresno e Lyse em porto alegre era tudo muito bom mas agora tudo é Fresno e todo mundo é emo. Tá foda, mas ainda escuto e ainda considero. Mas confesso,que foi uma palhaçada a saida do Lezo porque ele esta desde o inicio e ajudou muito a banda pra colocarem outro baixista como se nada tivesse acontecido por essas e outras o Fresno mudou sim e não foi pra melhor"

Eu juro que não sei de quem é a culpa. Das escolas? Dos professores? Da internet? Como estas pessoas vão escrever uma redação para o vestibular?

Isso só comprova minha teoria de que a burrice entre os adolescentes está em plena ascensão, e no ano 2060 o mundo vai acabar por alguma estupidez humana.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial pede socorro em nome da Amazônia


Por Agência Efe


Milhares de pessoas lançaram um grito de socorro em nome da Amazônia, na primeira das diversas atividades do Fórum Social Mundial, que começa hoje em Belém.

Recebidos por uma multidão, cerca de 1.500 índios e ativistas de grupos ambientalistas que participam do encontro contra a globalização se reuniram no campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) para formar a frase "Salvem a Amazônia".Índios de Brasil, Bolívia e Peru se juntaram no ato com ativistas de América Latina e Europa, a maioria dos participantes do Fórum Social Mundial.

A índia aimara boliviana Viviana Lima, que viajou de La Paz a Belém para o encontro, disse à Agência Efe que o ato era também "uma homenagem à Pachamama", como os índios do Planalto chamam a "Mãe Terra"."Viemos ao fórum para que todos possam escutar a voz dos povos indígenas, que não querem ver suas terras e suas águas transformadas em mercadorias", apontou.
O ato, fotografado de dois helicópteros que sobrevoavam o campus da UFRA, foi organizado por líderes indígenas e grupos ambientalistas americanos e europeus, como a Amazon Watch, Amazon Alliance, Rainforest Action Network e o SpectralQ.Segundo a Amazon Watch, a intenção foi "chamar a atenção sobre o aumento do problema ecológico e social das selvas amazônicas".

Em comunicado, a ONG afirmou que a Amazônia está "sob uma ameaça grave pela expansão industrial, agrícola e urbana, e se aproxima rapidamente de um ponto crucial"."Quase um quinto da floresta amazônica foi desflorestada nas últimas quatro décadas, e a cada ano, entre 11 mil e 27 mil quilômetros quadrados de florestas são destruídos", disse a Amazon Watch.

Além disso, a ONG indicou que "se os planos de desenvolvimento para a Amazônia continuarem sem controle, esta região primordial para a estabilidade climática, estará à beira de uma permanente ruína ecológica em um período de 10 a 20 anos", o que vai acelerar o processo de reaquecimento global.

O Fórum Social Mundial, que começará formalmente hoje com uma grande manifestação pela paz e a Justiça social, terá este ano um forte conteúdo ambiental.